Domingo, 13 de Setembro de 2009
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Faz stop na rádio na barra lateral para veres os videos.
BOA VIAGEM!!

 

"A queda do Império Romano não foi uma única derrota dramática ou mesmo uma seqüência de derrotas dos exércitos imperiais seguidas de uma colonização sistemática pelos vencedores bárbaros. Essas invasões não foram ataques permanentes e destrutivos, e muito menos campanhas organizadas. Fora antes uma 'corrida do ouro' de imigrantes de países subdesenvolvidos do Norte para as ricas terras do Mediterrâneo."


Piers Paul Read, 'Os Templários'

 

No Coliseu da Roma Antiga (Coliseu de Roma), dos Imperadores, do "Pão e Circo" (panem et circenses), destino e morte de muitos gladiadores e cristãos (Os Jogos Circenses) uma belíssima interpretação dos "IL Divo" - Amazing Grace.

 



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Economia Romana


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Domingo, 6 de Setembro de 2009
Travian

travian0

Travian é um jogo de estratégia, joga-se no web browser e conta com milhares de jogadores a competir simultaneamente

Podes escolher uma das três tribos do Travian: Romanos, Gauleses e Teutões. Cada tribo tem as suas vantagens e desvantagens, e os seus tipos de tropas são muito diferentes. E importante tu escolheres a tribo que te parece ser a mais adequada.

 

dorf_klein

 

Os Romanos:  Império Romano representa a tribo mais facil de jogar. Graças a um nível social e tecnológico elevado os Romanos são verdadeiros mestres na construção e coordenação, e suas tropas fazem parte da elite de Travian.

 

 

 

Seus valores são equilibrados, em ataque como

 

dorf_gross

 

na defesa. Para garantir este equilibrio, as tropas Romanas necessitam um treino intensivo, caro e lento. A infantaria do Império Romano é uma verdadeira lenda, mas o poder defensivo contra a cavalaria inimiga é mais fraca do que a das outras tribos.

Para iniciantes e indecisos, o Império Romano é a escolha ideal.

 


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A CASA ROMANA

A CASA ROMANA

 
 


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As origens do Império

 
 
Duas figuras dominaram o fim do regime republicano e o início do Império: Julio César e Augusto. Julio César foi um político e general brilhante que usou os problemas de Roma ao seu benefício. Primeiro, ele formou uma aliança de governo com os cônsules Pompeu e Crasso, chamada de O Primeiro Triunvirato. Depois, após a morte de Crasso, ele declarou a guerra a Pompeu no senado para ganhar o controle total de Roma. Seu erro foi se proclamar ditador – uma decisão que o levou a ser assassinado.

 

Apresentação2

 
 


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Domingo, 5 de Julho de 2009
ROMA


Os romanos influenciam várias das instituições e costumes do Ocidente.

 

Por Rainer Sousa

 

Quando olhamos para a extensão do Império Romano em um mapa, mal chegamos a imaginar que esta civilização se originou de um pequeno povoado da Península Itálica. Encravada na porção central deste território, a cidade de Roma nasceu por meio dos esforços dos povos latinos e sabinos que, por volta de 1000 a.C., teriam erguido uma fortificação que impediria a incursão dos etruscos.

As poucas informações sobre as origens de Roma são encobertas pela clássica explicação mítica que atribuem sua fundação à ação tomada pelos irmãos Rômulo e Remo. Após a fundação, Roma teria vivenciado seu período monárquico, onde o rei estabelecia sua hegemonia política sobre toda a população e contava com o apoio de um Conselho de Anciãos conhecido como Senado.

Os membros do Senado eram oriundos da classe patrícia, que detinha o controle sobre as grandes e férteis propriedades agrícolas da região. Com o passar do tempo, a hegemonia econômica desta elite permitiu a formação de um regime republicano em que o Senado assumia as principais atribuições políticas. Entre os séculos VI e I a.C., o regime republicano orientou a vida política dos cidadãos romanos.

Entretanto, a hegemonia patrícia foi paulatinamente combatida pelos plebeus que ocupavam as fileiras do Exército e garantiam a proteção militar dos domínios romanos. Progressivamente, a classe plebeia passou a desfrutar de direitos no interior do regime republicano e a criar leis que se direcionavam aos direitos e obrigações que este grupo social detinha.

Apesar de tais reformas, a desigualdade social continuava a vigorar mediante uma sociedade que passava a depender cada vez mais da força de trabalho de seus escravos. As conquistas territoriais enriqueciam as elites romanas e determinavam a dependência de uma massa de plebeus que não encontravam oportunidades de trabalho. De fato, as tensões sociais eram constantes e indicavam as diferenças do mundo romano.

Paulatinamente, as tensões sociais se alargaram com a ascensão de líderes militares (generais) que cobiçavam tomar frente do Estado Romano. As tentativas de golpe sinalizavam a ruína do poder republicano e trilharam o caminho que transformou Roma em um Império. No século I a.C., o general Otávio finalmente conseguiu instituir a ordem imperial.

Durante o Império, observamos a ascensão de governos que mantiveram a ordem, bem como de outros líderes que se embebiam do poder conquistado. No século I d.C., o desenvolvimento da religião cristã foi um ponto fundamental na transformação do Império. A doutrina religiosa e expansionista contrariou as crenças (politeísmo) e instituições (escravismo) que sustentavam o mundo romano.

Por volta do século III, o advento das invasões bárbaras e a interrupção da expansão dos territórios caminhavam em favor da dissolução deste Império. Apesar da derrota imposta aos romanos, suas práticas, conceitos e saberes ainda são fundamentais para que compreendamos a feição do mundo Ocidental. De certa forma, todos os caminhos ainda nos levam (um pouco) a Roma.

 

daqui

 
 


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Crise do Império Romano

Crise do Império Romano

Foi a partir do século III, que Império Romano começou a declinar de modo acentuado. Entre inúmeras razões, destaca-se a crise do escravismo.

Sabemos que o trabalho escravo era um dos pilares da riqueza de Roma, a maioria deles eram prisioneiros de guerra. Ocorre, no entanto, que desde o final do século II, as guerras de conquistas praticamente cessaram, fato que diminuiu muito o número de escravos à venda. Com isso, o preço deles foi ficando cada vez mais alto. Essa crise afetou duramente a agricultura e o artesanato, setores que dependiam do escravo para produzir em grande quantidade, pois visavam à exportação. De forma que, impossibilitou a produção de gêneros destinados à exportação. Roma passou a gastar as riquezas, acumuladas nas guerras de conquista, pagando os produtos que importava, como cereais, armas e jóias.

À medida que o braço escravo foi se tornando cada vez mais escasso e caro, os proprietários começaram a arrendar partes das suas terras a trabalhadores livres denominados colonos. Estes eram, geralmente, elementos da plebe urbana, ex-escravos ou camponeses empobrecidos que buscavam a proteção dos senhores das grandes propriedades rurais denominadas vilas. A partir do momento em que os colonos ganhavam o direito de cultivar a terra, eram obrigados a ceder parte de sua colheita ao senhor e a trabalhar, gratuitamente, alguns dias da semana nas plantações do senhorio. Este novo sistema de trabalho foi denominado de colonato. A crise do escravismo e o advento do colonato resultaram na diminuição da produção e no declínio do comércio. Apesar de tudo isso, o Império Romano ainda conservou-se unido por mais de meio século.

Em 395, o imperador Teodósio dividiu o Império Romano entre os seus dois filhos: Honório ficou com o Império Romano do Ocidente, e Arcádio, que ficou com o Império Romano do Oriente.

O Império Romano do Oriente conseguiu sobreviver por 10 séculos: só foi extinto em 1453, quando os turcos tomaram Constantinopla, sua capital. Já o Império Romano do Ocidente não conseguiu resistir à pressão dos bárbaros, que nessa época já haviam conseguido romper as suas fronteiras nos rios Reno e Danúbio. Em 476, os hérulos, um grupo de bárbaros germanos chefiados por Odoacro, invadiram e conquistaram Roma. Desmoronou, assim, o Império Romano do Ocidente. Por sua repercussão, esse fato marca o fim da Idade Antiga e o Inicio da Idade Média


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Civilização Romana

Civilização Romana


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Roma Antiga no Google Earth

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A Vida na Roma Antiga

A Vida na
Roma Antiga

nobili

clica na imagem

 

daqui


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Pompeia Virtual

Pompei Virtual Tour


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Reconstrução Virtual

 

Como Roma era na Antiguidade

 

 

Enquanto estamos visitando a área do Fórum Imperial, ficamos imaginando como seriam as praças, as ruas, os templos e palácios há mais de 2000 anos. Certamente, é fascinante saber que certos rituais e atividades aconteceram nesses lugares, mas não é fácil de imaginar efetivamente a forma arquitetural dessas construções. Assim, vamos mostrar aqui uma reconstituição gráfica computadorizada de alguns dos prédios da época, dando a você uma idéia da monumentabilidade erigida há milhares de anos atrás.

Ao visualizar a imagem ampliada, clique em cima
para ver como era a arquitetura na antiguidade.

 

VirtualView

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A Via Sacra

Templo de Vênus e Roma

VirtualView

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Fórum Romano

Fórum Imperial visto do Coliseu

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Basílica Ulpia

Fórum de Trajano

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Fórum de Nerva

Basílica Massenzio

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Templo de Marte Ultor

Templo de Dióscuro
no Fórum Romano

Virtual View

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Coliseu

Interior do Coliseu

 

 

 

daqui


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Livros Sobre Roma

~ Livros Sobre Roma ~

Os livros indicados são de grande utilidade para um
aprofundamento sobre a História do Império Romano.

  • Declínio e Queda do Império Romano, Edward Gibbons
     
  • A Grandeza que Foi Roma, J. C. Stobart
     
  • Meditações, Marco Aurélio
     
  • A Vida dos Doze Césares, Suetônio
     
  • Comentários Sobre a Guerra Gálica, Júlio César
     
  • Da República, Cícero
     
  • Alexandre e César — Vidas Paralelas ou Vidas Comparadas, Plutarco
     
  • Anais, Tácito
     
  • Antônio e Cleópatra, William Shakespeare — Copiar o Livro Agora (PDF)
     
  • Júlio César, William Shakespeare — Copiar o Livro Agora (PDF)
     
  • Eu, Claudius, Imperador (romance histórico), Robert Graves
     
  • A Cidade Antiga (sobre o modo de vida na antigüidade), Fustel de Coulanges
     
  • Dicionário Oxford de Literatura Clássica (um dos melhores)

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    Biografia de Calígula

    Caio Calígula

     

     

     

     

     

     

     

    O terceiro Imperador de Roma

     

    Nasceu em Antium (Anzio), em 31 de Agosto de 12 d.C.;
    morreu em Roma em 24 de Janeiro de 41 d.C.

     

    Último filho de Germânico, filho adoptivo de Tibério, segundo imperador de Roma, e de Agripina, filha de Agripa, tinha 25 anos quando se viu nomeado para o Império, devido à acção decisiva do perfeito do pretório Marco, que lhe obteve o juramento dos pretorianos, dos soldados e dos marinheiros da frota de Itália, e depois a investidura senatorial. Recebeu primeiro o título de imperator, e a seguir, e de uma só vez, todos os outros, com o poder tribunício e o pontificado, e por fim, um pouco mais tarde, foi considerado Pai da Pátria.  

    Desta maneira, este jovem que só tinha a seu favor o ser o único filho sobrevivente de Germânico e o principal herdeiro civil de Tibério, conseguiu, de uma só vez, tal como um príncipe real, reunir todos os títulos, e todos os poderes, que Augusto, o primeiro imperador romano, tinha levado anos a acumular e que Tibério tinha em parte recusado. Assim, e muito rapidamente, o Principado deixou de ser uma lenta consagração política de uma pessoa, para se tornar uma instituição constitucional, de facto uma instituição monárquica, cuja nomeação dependia da aprovação do exército e da investidura formal pelo Senado.

    As legiões das províncias aceitaram o decidido em Itália e Roma, e prestaram juramento de fidelidade a Caio, que passou a realizar a cerimónia de juramento anualmente. Os primeiros meses do governo foram calmos, tendo o príncipe mostrado o desejo de governar com o Senado, chamando do exílio as vítimas de Tibério, honrando os membros da sua família - a sua avó Antónia, o seu tio Cláudio, esquecido por toda a gente, e mesmo Gemellus, nomeado co-herdeiro com Caligula por Tibero, que vestiu a toga viril e foi declarado Princeps juventutis. Não proclamou a apoteose de Tibério mas distribuiu o legado imperial como previsto, aumentando o seu valor.

    Pouco tempo depois a avó Antónia morreu, a única pessoa que poderia ter alguma influência sobre ele, já que o tinha educado na infância. Adoeceu gravemente, provavelmente com uma depressão nervosa, que terá actuado no seu carácter como um catalisador, mostrando a sua verdadeira natureza. Com pouca saúde, com várias doenças congénitas, como a epilepsia, a doença desequilibrou de uma forma irreversível este jovem dotado, inteligente e bom orador, fazendo com  que os autores modernos ainda hoje discutam o significado dos seus actos. É também preciso ter em conta  a sua inexperiência e a excitação do exercício do poder, para além da influência dos escravos e dos libertos orientais que conheceu em casa de Antónia, filha de António: é que parece haver em Calígula uma vontade infantil de reviver o sonho do seu antepassado, a «vida inimitável» do monarca helenístico, desdenhoso da austeridade conformista de Augusto e de Tibério.

    Logo após o seu restabelecimento, Caio lança-se numa política, se é que é disto que se pode falar, extravagante e cruel que representam o essencial da biografia de Suetónio. Gemellus foi morto, já que era fácil de prever que seria a base de uma oposição futura. Em relação ao Senado mostra-se, tanto irónico como ofensivo, como cruel e sádico. Os melhores servidores de Tibério, velhos e excelentes membros da classe consular, assim como experientes governadores são ridicularizados, subjugados, necessitando de se rebaixar às mais reles baixezas e aterrorizados. Muito são executados sumariamente, algumas vezes em pleno Senado, ou obrigados ao suicídio ouvindo as graçolas do algoz imperial. As enormes despesas em realização de Jogos, em festas e outros esbanjamentos assim como em construções inúteis levam o tesouro deixado por Tibério à exaustão, e para encher os cofres de novo volta-se às condenações de ricos, tanto em Roma como na Gália, com confisco dos bens. 

    No começo da sua governação Calígula contrariou muitas das decisões de Tibério, projectando entregar aos comícios as eleições que lhes tinham sido retiradas em 14, mas a ideia não foi para a frente. Queria governar, dizia, para o povo e a classe equestre, rodeando-se de libertos. Nomeia-se cônsul todos os anos, tirando o ano de 38, para sublinhar a preeminência do princeps na constituição. Retirou ao procônsul de África o comando da 3.ª Legião, Augusta, para que todas as tropas estivessem nas mãos dos legados imperiais. Mas, de facto, não mudou praticamente nada o pessoal administrativo das províncias, que não sofreram das suas loucuras, tirando a Gália, em que residiu entre 38 e 40, tendo em Lyon uma corte magnífica, rodeado de príncipes orientais, como Júlio Agripa, ou helenizados como Ptolomeu da Mauritânia, neto de António e Cleópatra, pela sua mãe Cleópatra Selena). A sua política externa opõem-se também aqui à de Tibério, e mesmo à de Augusto, que pretendiam acabar com os vários estados clientes existentes no Oriente. Calígula entregou vários territórios, como a Trácia, a Arménia, a Itureia, Damasco, uma parte da Judeia aos herdeiros dos reis desapossados, o que teve como resultado aumentar a confusão.

    Mas há outro fio condutor. Calígula quis, e claramente desta vez, governar como um monarca oriental, como um déspota, de acordo com o seu bel-prazer. O mais grave é que para realizar o que pretendia não necessitava de modificar as bases do principado fundado por Augusto, já que os princípios de uma monarquia sem controlo estavam presentes na obra do «restaurador da liberdade» (vindex libertatis). Algumas das iniciativas de Calígula foram arcaizantes, como as festas em honra de Jupiter Latiar ou a reconstituição do rito do Rex Nemorensis (regresso às origens : aos montes Albanos), possivelmente inspirados pelo seu tio Cláudio, um sábio «antiquário». Os outros aspectos da política religiosa são mais lógicos; exaltação da ideologia oriental helenistica e de auto-deificação. Fez construir templos, sobretudo no Oriente, onde a sua estátua era colocada ao lado da divindade no naos. Tentou impor aos senadores a genuflexão como forma de saudação (proskysene), como Diocleciano fará dois séculos e meio mais tarde. Divinizou Drusila, a sua irmã referida, tanto em Roma como nas províncias, após a sua morte em 38, e rendeu-lhe culto como às mulheres-irmãs dos reis Ptolomeus do Egipto helenístico, o que fez nascer os boatos sobre relações incestuosas entre os dois. Tentou que o Senado mandasse construir um templo em sua honra no Capitólio, e enquanto esperava aumentou o templo de Castor e Polux, onde era adorado em pessoa. Fez ligar o seu palácio no Palatino ao Capitólio por uma passagem imensa, afim de poder contactar Júpiter mais facilmente, segundo as suas próprias palavras. A lembrança de António, a recordação da sua visita a Alexandria, acompanhando os pais, em 18 quando tinha 6 anos, a sua preferência pela monarquia Ptolemaica explica a sua devoção ao culto de Ísis. Por isso autorizou o culto, proscrito por Tibério, construiu no Campo de Marte um Isaeum, e inscreveu o culto de Ísis no calendário romano. As províncias orientais aceitaram facilmente esta política que irritava os Romanos. Mas ao querer colocar a sua estátua no templo de Jerusalém entrou em conflito com os Judeus.

    Em Roma, onde tudo ainda se decidia, se as províncias se mantivessem calmas, as coisas não podiam manter-se assim durante muito tempo. Depois de ter alienado as classes dirigentes, Calígula teve a imprudência de criar impostos para os artífices e os comerciantes da capital, não perdendo também uma ocasião de insultar os tribunos das coortes pretorianas, que eram o único apoio que lhe restava. Após o falhanço sangrento de numerosas conspirações, foi finalmente assassinado pelo tribuno do pretório Cassius Chaerea, que foi o executor de uma conspiração onde se encontravam senadores, um dos dois perfeitos do pretório e de libertos importantes, cansados de tanto loucura.

    O reinado trágico e louco de Calígula acabava em sangue, o primeiro de uma longa série. Mas, sob muitos pontos de vista, a política de Calígula não era completamente demente nem prematura: a hora do despotismo oriental é que ainda não tinha chegado a Roma. E de facto, havia outras maneiras de resolver as contradições deste regime monárquico fundado no respeito da tradição republicana, e o reinado seguinte, de Cláudio, iria mostrá-lo.

     

    Fonte:

    Paul Petit, Histoire Générale de l'Empire Romain, 1, Le Haut-Empire (27 av. J.-C. - 161 ap. J.-C.), Paris, Éditions du Seuil («Univers Historique»), 1974.

    A ler:

    Suetónio, Os Doze Césares, Livro IV: Caius Caligula

    Na Internet:

    Calígula no «De Imperatoribvs Romanis» 
    (a ligação abrirá numa nova janela)

    daqui


    Punhal

     


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    publicado por ana às 18:27
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    A Conversão de Constantino

    Nas proximidades do Natal do ano de 312, o imperador romano Constantino o Grande, enfrentou Maxêncio, um seu rival ao trono de Roma. Nas vésperas das duas batalhas que travou então ele jurou ter escutado vozes divinas bem como assegurou ter visto claramente signos no céu que lhe davam o ganho da causa. Esses acontecimentos, lendários ou não, tiveram notável efeito na história da fé do mundo ocidental visto que a vitória de Constantino na ponte Milvio, que cruzava o rio Tibre, acelerou a conversão dos romanos à religião de Jesus Cristo.

     

    Os sinais do céu

     

     

    Constantino o grande (imperador entre 306-337)

    "Uma surpreendente conjuntura fez com que a ação de Constantino pela Palestina tivesse uma repercussão histórico-universal que se estendeu por muitos séculos."

    J.Burckhardt – Die Zeit Constantinus des Grossen , 1853


    Segundo Eusébio de Cesaréia, o primeiro historiador da igreja cristã, falecido em 341, foi o próprio imperador Constantino o Grande, quem lhe confessou ter tido as duas visões que o convenceram de que Cristo o escolhera para missões extraordinárias. A primeira delas deu-se nas vésperas da batalha Saxa Rubia, quando ele teria visto no céu, em meio as nuvens, a poderosa imagem da cruz e uma voz que lhe dissera Meus Pace est cum Vos . . .In Hoc Signo Vinces, “Minha paz está contigo... com este signo vencerás”. E de fato, assim se deu. Apesar de inferiorizado, Constantino bateu fácil o então seu rival chamado Maxêncio. Não havia, entretanto, vencido a guerra. Dias depois, em 28 de outubro de 312, um pouco antes de ter que atravessar a Ponte Milvio sobre o rio Tibre, travando uma outra batalha para poder chegar ao centro de Roma, novamente ouviu uma voz. Desta vez ela ordenara-lhe que removesse a águia imperial dos escudos romanos, colocando um outro símbolo no seu lugar. De imediato Constantino providenciou a alteração , afixando neles as letras “chi” (“c” em grego, que tinha forma de um xis) e “rho” (“p” em grego), que vinham a ser as iniciais gregas de Cristo, logo encimadas pela coroa de espinhos. Os inimigos foram esmagados nas estreituras da ponte, e o próprio Maxêncio pereceu afogado no Tibre.

    Aparentemente aquela era mais uma das tantas batalhas travadas entre os caudilhos romanos - começadas quatro século antes pela vitória de Sila no ano de 82 a.C. - , para decidir quem seria o senhor dos destinos da Cidade Eterna. Porém não foi assim. Ela, a batalha da ponte Milvio, mudou não só o império mas boa parte do mundo. No ano seguinte à vitória, em 313, em sinal de gratidão, o imperador vitorioso publicou o Édito de Tolerância em Milão, concedendo liberdade religiosa aos cristãos, considerando sua fé como religio licita. O alivio entre os perseguidos foi imenso. A longa caçada que o governo romano movera por dois séculos e meio contra os seguidores de Cristo, com sua esteira de mártires, vítimas da tortura e de flagelos mil, chegava ao seu fim.

    Uns anos antes de Constantino alçar-se ao poder, Diocleciano um dos seus antecessores, culpando os cristãos pelo incêndio do palácio da Nicomédia, ocorrido em 303, ordenara uma implacável batida geral em todo império contra eles (encarcerou inclusive São Nicolau, o Nicolau de Myra, um velhinho de barbas bem brancas que adorava presentear a meio mundo, carinhosamente conhecido mais tarde como Santa Claus, o nosso Papai Noel). Foi a última que eles sofreram, pois com Constantino tudo se alterou, tanto é que ele determinou a construção de basílicas por todos os lados para celebrar sua adesão à Revolução da Cruz. Todavia, mesmo convertido à doutrina da mansidão, o imperador não livrou-se das paranóias e das brutalidades inerentes ao cargo. Insuflado pela imperatriz Fausta, sua segunda mulher, Constantino ordenou, em 326, que estrangulassem o seu filho Crispo, em quem viu atos conspirativos

     

    Em busca da expiação

     

    Constantino vez a cruz no céu, o signo da sua vitória

    Não suportando a morte do neto favorito, horrorizada com o acontecido, Helena, a imperatriz-mãe, desancou-lhe o verbo, passando-lhe uma reprimenda em regra. Inteirando-se do caso, das maquinações da nora, é bem provável que a augusta matrona tenha exigido que Constantino, carrasco do filho, executasse também a esposa, que até então lhe dera cinco outros filhos. Obediente à matriarca, ele assim o fez, determinando aos seus sicários que esfaqueassem Fausta na hora do banho. Deu-se-lhe então uma enorme culpa. A morte de Crispo e de Fausta deixou Constantino e a sua mãe arrasados. Caíram em depressão. Foi então que Helena, quase uma octogenária, seguramente em busca da expiação dos pecados, partiu de Nápoles para a Palestina, a pátria piedosa de Jesus e das relíquias sagradas. Se bem que já existisse em Jerusalém um roteiro dos Lugares Santos, fixando os passos do galileu na cidade, Helena pôs mãos à obra.

    Com os vastos recursos do império à disposição, e mesmo da fortuna pessoal dela, do filho e da ex-nora assassinada, com impressionante dedicação e energia, liderando uma equipe de arqueólogos, arquitetos e engenheiros, ela determinou a construção do Santo Sepulcro e de inúmeras outras obras sacras espalhadas pela Terra Santa. Não só isso. Numa das escavações feitas no alto do Gólgota, em busca do sepulcro onde o corpo de Cristo teria sido colocado findo o suplício, encontraram três antigas cruzes bem próximas umas das outras. Foi a glória de Helena. O próprio lenho onde o Senhor fora sacrificado, a Santa Cruz, caíra em suas mãos. A augusta mãe sentiu-se então redimida (a Igreja Cristã também , canonizando-a como Santa Helena). De alguma forma ela supôs que tal graça era sinal de que os crimes do filho estavam perdoados. E assim, resultado de batalhas vencidas, de crimes seguidos de arrependimentos, o cristianismo se afirmou como religião oficial do império romano e de parte considerável do mundo.


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    publicado por ana às 18:24
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    publicado por ana às 18:15
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